sexta-feira, 3 de agosto de 2012

A poética da pós-ética consiste na liberdade enclausurada 
de uma gaiola empassarada 
e de um presídio sem paredes,
                          sem muros,
                          sem grades.

A pós-ética da poética não passa de uma conduta de códigos decodificados em letras analfabéticas,
   dialéticas,                                                                                                                         diabéticas,
        diarréicas,
          reduzidas ao olho inteiro da semiótica,
                                                            onde o saci compra seus óculos - monóculos.

Monótonos monólogos de um ex-paradrapo que outrora parava os drapos e os drops de todos os sabores, cores, alturas e comprimentos de onda:

Ouço os ruídos dos ossos roídos pelo bicho de 7 cabeças.
São os ossos de uma árvore que já foi chamada Yggdrasil ou Árvore da Vida.
São os ossos de um velho osteoporótico, poroticósteo, ticosteóporo, ocitoropoetso;
mais vivo que um recém nascido;

Um velho caolho, com barba, cabelo e olho
Um velho que não envelheceu
Um velho que não nasceu
Um novelho, 
Um novilho,
Um cordeiro, herdeiro da cor do céu
Um cordeiro que não morre
Um cordeiro cujo sangue é vinho e cuja carne é pão
Um cordeiro que é amor, vida e verdade;
Mas quem não acredita não entende
                                                        e quem acredita também não.

Assim, transformam o cordeiro em lobo e usam sua boca pra devorar o irmão.


Nenhum comentário:

Postar um comentário