Agora é tudo escuro, além de uma pequena e desconfortavelmente próxima fonte de luz. Pálida luz, como se emanasse de uma pedra, ou como se viesse de um disco voador, abduzir quem quer que não-seja.
Quem nunca sonhou com a vida após a morte, que atire a primeira nuvem.
A dois, diz-se que é possível viver.
- Nunca vi, nem quero ver.
- Mesmo? Não tens nem um pouco de curiosidade?
- Não, já sou dois.
- Mas eu não sou dois, eu sou um só.
- Seja por tua própria conta, então. Deixa-me, que sou dois.
- Deixem-me só, então.
Agora é tudo escuro. Ilusões e alegrias, brisas marinhas. Marolas, buracos, coqueiros, pôres e dispôres do Sóu.
Sou só um. Quem é dois?
A última vez que lhe fui falar sobre ser 1+1, partindo para longe já ia. Mal tive chance de me despedir.
A tristeza que chove em mim quando penso naquele capítulo d@ livrida é mais triste do que posso sentir.
E daí?
Foi com pressa que se foi. Terá mesmo ido?
Uma mulher e um homem, 2 em 1.
Terão mesmo ido?
Passarelas do passado - ao passar por elas há de se tomar cuidado.
Nenhum comentário:
Postar um comentário