As pessoas nos deixam alegres ou nos deixam tristes, mas não nos pertencem.
Nem pertencemos a elas.
Às vezes, é por isso mesmo que elas nos deixam tristes, ou com raiva, - por não serem nossas.
Quando crianças, achamos que podemos ter tudo, mas quando crescemos, aprendemos (ou deveríamos) que o mundo não gira ao redor do próprio umbigo - bem, de certa forma sim, mas há de se considerar também os umbigos dos outros!
Nem todo pensamento pode se manifestar fora da mente, ou então o mundo se tornaria um caos.
Mas ora, a vida é, no fundo, puro instinto. Toda vontade é vontade de poder, é vontade de foder, é vontade de viver - eternamente através das gerações.
A vida é palco, a gente é elenco. A face é mascara, o gesto é sexo. O pedido é ordem, a palavra é testemunho. A obediência é favor, o presente é obrigado.
Viver é nascer, foder, morrer. Cada um escolhe como e porquê.
O viajante diz, caminhando: viver para ver, viver viajando!
E o poeta - que é o mesmo - diz, declamando: viver por amor, viver amando!
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