Na Natureza existe a fonte de tudo que nos transmite a sensação de belo. Tudo que a humanidade fabrica não passa de uma "cópia da Natureza". Muitos pensam que a felicidade do ser humano consiste em fabricar e consumir tais "cópias", mesmo que isso resulte na destruição da Natureza. Estão completamente equivocados.
Do livro Shokan Zakkan, part 7 - Masanobu Taniguchi
Na Natureza não existe, realmente, nenhum detrito, nada que seja inútil. Os excrementos de um ser vivo, ou algo que ele usou e deixou sobrar, são utilizados por outros seres vivos como alimento ou outro fim. Assim funciona a Natureza. Do mesmo modo, a humanidade também não tem outro rumo a seguir senão assimilar a vontade divina expressada na Natureza, e aplicar isso nas nossas indústrias.
Do livro Primeiro Passo para a Paz - Masanobu Taniguchi
Um maluco modificou um toca-discos pra ler os anéis do tronco de árvores como se fosse um LP.
A ideia e o feito são sensacionais; mas a música é - no mínimo - treescendental.
É rico quem encontra beleza numa simples grama do jardim, no trinado de uma pequena ave, na nuvem branca que flutua no céu. Mesmo que você possua poucos bens materiais, se sabe apreciar plenamente a beleza, o valor e a perfeição existentes em todas as coisas, é uma pessoa verdadeiramente rica.
Do livro Convite à Felicidade, v.1 - Masaharu Taniguchi
Um índio descerá de uma estrela colorida e brilhante De uma estrela que virá numa velocidade estonteante E pousará no coração do hemisfério sul, na América, num claro instante
Depois de exterminada a última nação indígena E o espírito dos pássaros das fontes de água límpida Mais avançado que a mais avançada das mais avançadas das tecnologias
Virá, impávido que nem Muhammed Ali, virá que eu vi Apaixonadamente como Peri, virá que eu vi Tranqüilo e infalível como Bruce Lee, virá que eu vi O axé do afoxé, filhos de Ghandi, virá
Um índio preservado em pleno corpo físico Em todo sólido, todo gás e todo líquido Em átomos, palavras, alma, cor, em gesto e cheiro Em sombra, em luz, em som magnífico
Num ponto equidistante entre o Atlântico e o Pacífico Do objeto, sim, resplandecente descerá o índio E as coisas que eu sei que ele dirá, fará, não sei dizer Assim, de um modo explícito
Virá, impávido que nem Muhammed Ali, virá que eu vi Apaixonadamente como Peri, virá que eu vi Tranqüilo e infalível como Bruce Lee, virá que eu vi O axé do afoxé, filhos de Ghandi, virá
E aquilo que nesse momento se revelará aos povos Surpreenderá a todos, não por ser exótico Mas pelo fato de poder ter sempre estado oculto Quando terá sido o óbvio