segunda-feira, 19 de março de 2012

A Fonte



Na Natureza existe a fonte de tudo que nos transmite a sensação de belo. 
Tudo que a humanidade fabrica não passa de uma "cópia da Natureza". Muitos pensam que a felicidade do ser humano consiste em fabricar e consumir tais "cópias", mesmo que isso resulte na destruição da Natureza. Estão completamente equivocados. 

Do livro Shokan Zakkan, part 7 - Masanobu Taniguchi

domingo, 11 de março de 2012

Ouroboros

Dung Beetle
Foto: Amy Loves Yah 


Na Natureza não existe, realmente, nenhum detrito, nada que seja inútil.
Os excrementos de um ser vivo, ou algo que ele usou e deixou sobrar, são utilizados por outros seres vivos como alimento ou outro fim. Assim funciona a Natureza. Do mesmo modo, a humanidade também não tem outro rumo a seguir senão assimilar a vontade divina expressada na Natureza, e aplicar isso nas nossas indústrias.

Do livro Primeiro Passo para a Paz - Masanobu Taniguchi

sábado, 10 de março de 2012

Música das árvores

Um maluco modificou um toca-discos pra ler os anéis do tronco de árvores como se fosse um LP. A ideia e o feito são sensacionais; mas a música é - no mínimo - treescendental.

 
YEARS from Bartholomäus Traubeck on Vimeo.

Fonte: http://blogs.discoverybrasil.uol.com.br/treehugger/2012/02/toca-discos-modificado-le-musica-em-aneis-de-arvores-video.html


P.S.: A ferramenta é recente, mas o conceito nem tanto:


Não é o melhor do Jethro Tull. Prefiro o Heavy Horses.


sexta-feira, 9 de março de 2012

Riqueza



É rico quem encontra beleza numa simples grama do jardim, no trinado de uma pequena ave, na nuvem branca que flutua no céu.
Mesmo que você possua poucos bens materiais, se sabe apreciar plenamente a beleza, o valor e a perfeição existentes em todas as coisas, é uma pessoa verdadeiramente rica.

Do livro Convite à Felicidade, v.1 - Masaharu Taniguchi

Um Índio - Caetano Veloso



Um índio descerá de uma estrela colorida e brilhante
De uma estrela que virá numa velocidade estonteante
E pousará no coração do hemisfério sul, na América, num claro instante

Depois de exterminada a última nação indígena
E o espírito dos pássaros das fontes de água límpida
Mais avançado que a mais avançada das mais avançadas das tecnologias

Virá, impávido que nem Muhammed Ali, virá que eu vi
Apaixonadamente como Peri, virá que eu vi
Tranqüilo e infalível como Bruce Lee, virá que eu vi
O axé do afoxé, filhos de Ghandi, virá

Um índio preservado em pleno corpo físico
Em todo sólido, todo gás e todo líquido
Em átomos, palavras, alma, cor, em gesto e cheiro
Em sombra, em luz, em som magnífico

Num ponto equidistante entre o Atlântico e o Pacífico
Do objeto, sim, resplandecente descerá o índio
E as coisas que eu sei que ele dirá, fará, não sei dizer
Assim, de um modo explícito

Virá, impávido que nem Muhammed Ali, virá que eu vi
Apaixonadamente como Peri, virá que eu vi
Tranqüilo e infalível como Bruce Lee, virá que eu vi
O axé do afoxé, filhos de Ghandi, virá

E aquilo que nesse momento se revelará aos povos
Surpreenderá a todos, não por ser exótico
Mas pelo fato de poder ter sempre estado oculto
Quando terá sido o óbvio